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Uma dúvida que muitos recém-formados em Direito tiveram diz respeito a qual carreira seguir: se é melhor atuar em escritório, ou fazer concurso público para advogado. Afinal, os melhores concursos públicos em termos de carreira e salários exigem algum tempo de prática advocatícia de seus candidatos, como as Defensorias Públicas do Estado e da União, e a Advocacia Pública (União, Estados, Município). Mas qual seria a melhor opção? Confira estas informações:

Vantagens e desvantagens da atuação em escritórios de advocacia

1. Melhores salários em longo prazo

Por mais que os salários iniciais de uma advocacia pública sejam atrativos, a advocacia privada ainda costuma apresentar melhores benefícios financeiros em longo prazo, especialmente para advogados que se tornam referência em suas respectivas áreas de atuação.

2. Atuação mais dinâmica e desafiadora

Em relação a esse aspecto de atuação profissional, é importante destacar que o cotidiano do advogado na esfera privada apresenta maior dinamismo e desafios do que qualquer outra carreira pública. Assim como o mercado, as demandas dos clientes se transformam e evoluem, o que é ideal para quem busca constante atualização e aperfeiçoamento profissional.

3. Liberdade para direcionar sua carreira

Como advogado autônomo ou em escritórios de advocacia, é possível direcionar seu crescimento profissional em áreas pelas quais você tem maior interesse. Todas as suas escolhas de estágio, especialização, transições entre escritórios, entre outras, determinam sua área de atuação futura. Esse direcionamento da carreira costuma ser mais restrito na advocacia pública.

4. Ambiente de trabalho demandante

No âmbito privado, o ambiente de trabalho em um escritório de advocacia pode ser bastante demandante, com a necessidade do cumprimento de prazos, metas, demandas de uma cartela variada de clientes, entre outros aspectos. Na advocacia pública, essa rotina costuma ser mais tranquila e menos demandante, o que significa maior qualidade de vida para o profissional.

Concurso público para advogado: o que deve ser levado em consideração

1. Aumento da concorrência nos concursos

Assim como houve aumento de vagas em concursos nos últimos anos, essa elevação também foi acompanhada por maior concorrência. Cada vez mais, é preciso superar expectativas, estudar durante anos e fazer diversos sacrifícios para atingir a aprovação.

2. Mais vagas, mesmo com o país em recessão

Uma das maiores vantagens da advocacia pública é o fato de ela não estar atrelada às oscilações do mercado. Ainda que em crise, são constantes os concursos e vagas para preenchimento de cargos em defensorias públicas, advocacia da União, Estados e Municípios.

3. Falta de recursos e de suporte no setor público

A advocacia no setor público lida com diversos problemas estruturais, como a falta de local e pessoal adequado para trabalho, especialmente no interior. Há também menor incentivo à produtividade profissional, o que acarreta ambientes bastante improdutivos e desmotivadores.

4. Bons salários desde o início da carreira

Os salários, no entanto, costumam ser bons desde o início da carreira, o que serve como incentivo para muitos profissionais buscarem essa opção. A depender do ente federativo, ou do tipo de concurso realizado, há equiparação salarial com magistrados e promotores de justiça, o que torna a advocacia pública um caminho de carreira bastante interessante.

5. Remoções e atuação em cidades nas quais você não escolheu morar

Um dos aspectos negativos da advocacia em carreiras públicas é a necessidade de atuar em cidades e regiões nas quais você não escolheu viver. Especialmente no início da carreira, as remoções para o interior são frequentes, o que pode tornar o dia a dia da profissão um pouco frustrante e desmotivador.

Como se pode perceber, há prós e contras em relação à atuação em escritório e em relação ao concurso público para advogados. É preciso escolher de acordo com suas próprias habilidades e objetivos de carreira. Gostou deste conteúdo? Aproveite para curtir a página do Conecta Advogado no Facebook!


Um dos dilemas cotidianos enfrentados por advogados diz respeito à precificação de seus serviços, seja porque seus escritórios oferecem uma grande variedade de trabalhos, seja porque há perfis distintos de clientes e de estratégias de sua banca. Por exemplo, é possível cobrar honorários advocatícios ad causam mais modestos de um cliente, desde que esse atendimento também seja acompanhado de mais demandas, causas e consultorias. No entanto, qual a melhor forma de estabelecer o preço de seus serviços? Confira estas dicas:

Defina o escopo de cada atendimento

Existem várias formas de atendimento na advocacia: acompanhamento completo de uma causa (desde o ajuizamento ou citação, até seus recursos e trânsito em julgado); elaboração apenas de peças processuais; consultorias; elaboração de pareceres e memorandos de entendimento; entre outros. Neste contexto, é praticamente impossível definir uma regra geral de precificação por seus serviços.

O importante é que, desde o primeiro contato com o cliente, seja definido o exato escopo de atendimento para também verificar o tipo de despesa e responsabilidade pela qual você estará encarregado. Essas obrigações e custos devem ser então consideradas na precificação, bem como redigidas a termo no contrato de prestação de serviços advocatícios.

Calcule o número de horas gastas em cada trabalho

Isso depende do tamanho do escritório, número de funcionários, de sua produtividade e grau de complexidade de cada causa. Muitos escritórios têm migrado para sistemas de gestão mais complexos, como o Themis, em que cada atividade realizada é computada e, a depender do grau de formação e estágio profissional de cada pessoa envolvida, gerará uma cobrança distinta do cliente. São feitas faturas discriminadas com as horas gastas em cada atividade e seus respectivos valores.

Se você quiser calcular por conta própria o número de horas dedicada a cada trabalho e cliente, também é possível fazer isso por meio de outras ferramentas gratuitas, que não o Themis (que é pago). Por exemplo, você pode utilizar uma planilha simples no Excel, em que contabiliza mensalmente o número de horas dedicadas a cada cliente. O ideal é fazer isso diariamente, de forma a não perder controle das horas de trabalho.

De qualquer forma, fazer uma cobrança individualizada, baseada na complexidade de cada causa e estratégia de prospecção ou manutenção de certos clientes, ainda é o melhor caminho.

Consulte a tabela de honorários advocatícios da OAB

Cada seção da Ordem dos Advogados possui uma tabela referencial de honorários advocatícios. Apesar de nortearem muitas das cobranças de valores por serviços na advocacia, há variações significativas relacionadas ao grau de experiência do advogado, complexidade da causa, qualidade do serviço oferecido, entre outros aspectos.

Quanto maior for sua experiência, reputação no mercado, número de advogados e estagiários envolvidos na causa, qualificação de sua equipe etc, maior a possibilidade de cobrar valores acima daqueles estabelecidos pela OAB.

Considere as despesas fixas e variáveis de um processo

O acompanhamento de processos judiciais envolve dois tipos de custo característicos: custos fixos (custas de ajuizamento, citações, diligências periciais) e custos variáveis com cópias, deslocamentos, diligências contábeis, entre outras despesas. Como esses valores podem variar de acordo com o tribunal competente, o estado da federação e a complexidade da causa, é comum que essas despesas sejam discriminadas no contrato de prestação de serviços e incumbidas ao cliente.

Verifique os preços praticados pela concorrência

Um aspecto muito importante, mas geralmente negligenciado, da precificação na advocacia está relacionado à verificação dos preços praticados por seus concorrentes. Procure sondar com colegas de profissão e clientes de maior confiança os valores cobrados por escritórios com o mesmo grau de experiência, reputação e qualidade de serviço que o seu.

Essa é uma forma de balizar seus valores, até para saber se você está cobrando aquém do que deveria. O mais importante é que seu trabalho seja valorizado corretamente, a fim de que seus clientes depositem corretamente expectativas em seus serviços.

Por meio dessas sugestões será mais fácil precificar honorários advocatícios em seu escritório. Afinal, essa é uma parte imprescindível da advocacia, especialmente para colocar em dia seu planejamento financeiro. Ainda tem dúvidas sobre esse tema? Sugestões? Deixe aqui seu comentário e participe!


A mentoria na área do Direito exerce um papel fundamental no sentido de guiar o advogado rumo ao sucesso profissional por meio de dicas e feedbacks construtivos.

Para que você possa ter maior clareza quanto aos benefícios proporcionados por uma boa mentoria na carreira do advogado, listamos neste artigo as principais características dessa relação e como escolher um bom mentor para sua carreira. Acompanhe.

1. O que é uma mentoria na carreira do advogado?

A mentoria é comumente confundida com coaching, mas o último tem o objetivo de estimular o indivíduo ao conhecimento das próprias capacidades e limitações, para que ele próprio encontre a melhor saída para seus problemas e desafios.

Em nenhum momento do processo o profissional de coaching dirá o que está errado e como mudar a situação, pois trata-se do desenvolvimento de habilidades em longo prazo com resultados na forma de agir do indivíduo.

Um mentor, pelo contrário, tem como função fazer justamente o oposto: dar sua opinião pessoal sobre como o advogado deve agir em determinadas situações para atingir seus objetivos profissionais. A mentoria consiste em uma espécie de orientação dada por alguém mais experiente na área do Direito.

2. Como a mentoria pode ajudar no seu crescimento?

Os conselhos e orientações do mentor auxiliam o advogado a estabelecer metas viáveis para atingir seus objetivos dentro da carreira. Entre os principais benefícios que a relação com um mentor pode trazer estão:

  • desenvolvimento de novas habilidades;
  • visão de mercado;
  • ajuda para alcançar determinados objetivos.

As atividades no dia a dia de um advogado exigem habilidades sofisticadas adquiridas em longo prazo por meio de muito treino e estudo, tais como boa dicção, boa retórica, poder de persuasão, capacidade de memorização etc. Dispor de um mestre que tenha habilidade sobre essas práticas é, sem sombra de dúvidas, a melhor forma de aprender a dominá-las.

Da mesma forma, a orientação sobre as possíveis oscilações no mercado somente pode ser absorvida de um colega cuja experiência é maior.

3. Como conseguir um mentor?

A imagem que temos de um mentor geralmente está associada a uma pessoa mais velha e com décadas de experiência. Isso porque é justamente o conhecimento adquirido por meio de acontecimentos vivenciados que qualificam uma pessoa para a posição de conselheira profissional.

Seu mentor pode ser um colega de trabalho, seu ex professor da faculdade ou, ainda, um mentor profissional. Existem empresas especializadas em fornecer esse tipo de colaboração para profissionais de direito, já que a demanda é cada vez maior enquanto a disponibilidade de mentores segue o caminho contrário.

Poder contar com um colaborador experiente, qualificado e disposto a aconselhar você no trabalho pode alavancar seu crescimento e abrir diversas oportunidades no âmbito profissional. O conhecimento acumulado de um profissional experiente e bem-sucedido é o que torna a mentoria na carreira do advogado uma ferramenta capaz de agregar valor e qualidade ao seu trabalho.

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A crise econômica no país vem sensibilizando diversos setores. O mesmo ocorre com os escritórios de advocacia especializados em determinadas áreas do Direito, já que sofrem com a diminuição da demanda e com o aumento do índice de inadimplência dos clientes.

Por outro lado, a onda de recessão pode favorecer o crescimento de uma série de serviços jurídicos. Preparamos o presente artigo com 5 excelentes áreas do Direito para o advogado se especializar e captar clientes nesse cenário de instabilidade.

Continue a leitura e confira.

5 Áreas do direito que estão em alta

1. Direito Trabalhista

O Direito do Trabalho é uma área bastante versátil com grandes possibilidades de atuação do advogado. Pode-se citar, por exemplo, a valorização da assessoria jurídica preventiva na qual o profissional trabalha em colaboração com outros setores na gestão de pessoas no intuito de reter talentos nas organizações.

Além disso, a dinamicidade e a atualização de entendimentos jurisprudenciais nessa área requerem que empresas e contadores precisem verificar, regularmente, junto aos profissionais do Direito sobre a regularidade das folhas de pagamento e outros direitos trabalhistas.

Por fim, é importante ressaltar que, quanto mais o advogado trabalhista compreender a dinâmica das empresas, prestando um serviço personalizado e auxiliando na redução de custos e prevenção de litígios, mais será valorizado e poderá demostrar a importância da sua atuação constante, tornando-se um profissional indispensável para a melhoria do desempenho da empresa.

2. Recuperação Judicial de empresas

O cenário de recessão tende a desencadear um alto índice de endividamento nas empresas. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, desde o ano de 2015, o número de pedidos de recuperação judicial teve um aumento de 55,4%.

A complexidade dos procedimentos judiciais e da própria estrutura organizacional faz com que um número escasso de profissionais tenha interesse e disponibilidade para atuar nesses processos. O advogado com uma especialização de excelência e que atue de maneira estratégica e interdisciplinar tem chances extraordinárias de destaque no mercado de trabalho.

3. Compliance

A carreira dos consultores em compliance é relativamente nova no Brasil, tendo se tornado mais comum após o advento da Lei Anticorrupção (nº 12.846/2013). O especialista dessa área tem a relevante função de averiguar se as legislações e regulamentos estão sendo respeitados pela companhia.

A exigência de probidade e transparência nas empresas fortalece a imagem da instituição no mercado e atrai investidores. O conceito de Governança Corporativa tem sido um pré-requisito para o sucesso das organizações já que contribui com a qualidade na gestão e longevidade do empreendimento. Diante disso, os profissionais desse ramo estão sendo cada vez mais valorizados.

Para seguir este caminho, o advogado deve apresentar um perfil investigativo, além de buscar aprimoramento técnico.

4. Direito Tributário

Há uma escassez de profissionais especialistas em Direito Tributário no mercado, tanto em razão da estrutura tributarista complexa do ordenamento jurídico pátrio como pelo conhecimento contábil que o advogado precisa dominar para garantir a correta arrecadação de tributos e prestações de conta da empresa.

Em época de estagnação econômica, a demanda por essa especialidade tende a ser incrementada, já que as companhias buscam fazer um planejamento tributário para otimizar suas finanças e evitar gastos desnecessários.

O profissional tributarista poderá oferecer aos seus clientes uma diversa gama de serviços que vão desde a implementação de projetos fiscais até mesmo o suporte tributário em negociações de importação e exportação de mercadorias.

5. Execução Civil

De acordo com relatórios do Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça, para cada 100 processos que chegam na fase de execução, em apenas 31 o exequente tem seu direito efetivamente satisfeito.

A sensação de ganhar e não receber é extremamente recorrente no Brasil que, muito embora conte com um sistema eficaz de verificação de renda, permanece com algumas brechas que permitem os devedores mascararem seu patrimônio.

É neste contexto que um advogado conhecedor de estratégias judiciais de Execução Civil assume grande relevância. O operador do Direito atuará de forma a obter o maior grau possível de efetividade na execução entregando ao cliente um bem ou valor que será muito apreciado em momentos de arrocho na economia.

Esperamos que o post de hoje lhe sirva de inspiração e motivação para a reciclagem de sua carreira! Conhece mais áreas do Direito que estão em ascensão? Compartilhe nos comentários: será de muita valia para enriquecermos essa discussão.


Uma das principais habilidades que um advogado precisa ter em seu dia a dia é a oratória. Falar bem em público não é essencial apenas em audiências e sustentações orais, como também em reuniões com clientes, em conversas com colegas de escritório e até mesmo na participação em eventos públicos como congressos, seminários e simpósios. Além disso, a oratória é requerida de profissionais em vários estágios da carreira: desde os iniciantes, até os mais experientes.

No entanto, como melhorar a oratória? Qual a melhor forma de desenvolver essa capacidade? Confira estas sugestões:

1. Escreva previamente o que pretende falar: crie um roteiro

Ainda que não seja recomendável a leitura de um texto durante suas apresentações orais, uma boa sugestão para desenvolvê-la previamente é a elaboração de um texto ou de um roteiro sobre o tema que será tratado. O propósito disso é a organização dos próprios pensamentos e o encadeamento lógico de argumentos, de forma a otimizar o efeito de sua fala sobre a audiência.

2. Ensaie para si mesmo como forma de melhorar a oratória

Falar em voz alta o que se pretende apresentar é uma excelente forma de ensaiar previamente. Esse exercício te ajuda a controlar o próprio tempo e identificar temas que ainda não estão bem assentados na memória. Além disso, esse ensaio prévio contribui para a escolha de vocabulários mais diversos, evitando a repetição de palavras e expressões.

3. Controle o tempo da melhor forma para você

A maioria das situações em que o advogado é requerido a falar envolvem uma limitação de tempo. Por isso é importante se planejar. De preferência, elabore sua apresentação já pensando no tempo máximo que terá disponível. Durante as apresentações, utilize um relógio ou o cronômetro do celular para controlar seu tempo de fala.

4. Faça contato com a audiência durante a apresentação

Enquanto estiver apresentando, resista ao nervosismo e à timidez: olhe nos olhos de sua audiência. Esse tipo de estratégia acarreta maior engajamento, interesse e empatia pelos ouvintes em relação a sua apresentação.

5. Varie o tom de voz, sua velocidade e faça pausas estratégicas

Apresentações em um único tom de voz podem ser monótonas e fazer com que sua audiência perca o interesse por completo no conteúdo. Para evitar que isso aconteça, varie de tom e velocidade de fala ao longo desse tipo de exposição oral. Se possível, realize também perguntas retóricas e pausas estratégicas, que despertarão a atenção e a reflexão de sua audiência.

6. Peça (e receba bem) o feedback de colegas, ainda que negativo

Aprendemos muito a partir das críticas de colegas e de pessoas mais experientes. É imprescindível contar com esse feedback após a realização de apresentações e conferências. Muitas vezes, as sugestões são sobre aspectos que nos passam desapercebidos e que merecem ser trabalhados. Abra-se para receber essas críticas e comentários e aproveite para aprimorar suas técnicas de oratória.

7. Sempre termine com frases e afirmações de impacto

Essa é a melhor forma de terminar suas apresentações, porque você vai deixar a audiência com algo sobre o que pensar. A depender do tema tratado durante a apresentação, essa frase ou afirmação de impacto pode ser uma pergunta retórica, uma reflexão, um fato preocupante, ou até mesmo um call to action, ou seja, um convite para que seus ouvintes tomem alguma atitude.

A partir dessas sugestões sobre como melhorar a oratória, você poderá praticar sua desenvoltura ao falar em público. Acredita que outros colegas de profissão podem se interessar por este conteúdo? Compartilhe-o em suas redes sociais. Participe!